Uma questão sempre relevante.

Trata-se de uma nova forma de concepção da  presença das pessoas no Mercado de Trabalho – Como podemos entender a empregabilidade?

Empregabilidade – qualificação profissional permanente – competitividade dos indivíduos na ocupação de vagas.

Perguntas  que sempre podemos nos fazer, cujas respostas nos dão uma medida da nossa empregabilidade:

– Quanto empregável você é?

– Se você for demitido hoje, qual sua chance de se colocar rapidamente?

– Você já foi convidado para trabalhar em algum lugar?

Então, quanto mais “empregável” é o indivíduo, mais possibilidades ele tem de encontrar um emprego rapidamente, escolher onde irá trabalhar ou de migrar de um emprego a outro, na medida em que essa mudança significa crescimento e aprimoramento profissional. Essa condição de ser mais “empregável” se aplica também nos movimentos de transição, quando o profissional descobre que não está exatamente na carreira que o satisfaz de fato.

Pelo fato de o estagiário estar em começo de carreira, certamente precisa mesmo de orientação e apoio neste sentido. A literatura sobre Treinamento e Desenvolvimento, Supervisão de Estagiários, etc… inclui como medida essencial – a presença de um Mentor no trabalho de acompanhamento muito próximo do estagiário e diário.

Isso nos aponta a emergência e importância de três práticas:

  • Orientação Profissional;
  • Mentoring, ou mentoria
  • Aconselhamento de carreira (career counseling)

Em nossa atividade de Educação Corporativa temos identificado que os jovens iniciantes tem demandado ações para incrementar sua empregabilidade, como:

 

1- Orientação profissional 

Destinada a jovens que estão escolhendo uma carreira (curso nível superior ou profissionalizante), ou revisão de escolha já efetuada, que foi percebida como inadequada, mas não tem clareza do que quer.

Essa prática contribui  para reflexões em diferentes fases da carreira:

Jovens ingressantes no mercado de trabalho em fase de construção de sua identidade profissional (que exemplifica bem em quase todos os casos a condição profissional do estagiário).

Até para profissionais experientes, preocupados com desenvolvimento ou transição de suas carreiras.

Indo mais além, na pós-carreira – profissionais mais seniores na expectativa de consolidação da transição de sua carreira.

 

2 – Mentoring (mentoria)

Igualmente direcionado a jovens em início de carreira, tem o propósito de orientação durante a construção de sua identidade profissional e na identificação de oportunidades de carreira.

O mentor irá auxiliá-lo na definição de critérios de análise e na seleção de alternativas que melhor possibilitem a consecução de seu projeto de vida.

Não há um modelo preestabelecido, prazo ou frequência dos encontros.

Normalmente aconselha-se programas de mentoring em períodos de médio e longo prazo.

No Brasil as empresas têm adotado o mentoring como prática para orientar gestores em início de carreira, com condições de crescer, mas entendemos também que é muito aplicável também a estagiários pelas mesmas razões.

 

A – Casos:

  • Pessoas que assumiram posição gerencial no último ano
  • Jovens em programa estágio ou de trainee
  • Jovens com condições de assumir posições gerenciais em no mínimo dois anos
  • De maneira geral mentores foram executivos seniores e se colocam como voluntários; 
  • Essas pessoas não possuem relação de subordinação com o profissional orientado; 
  • A escolha entre mentor e orientado foi mútua.

Para atuar como mentor é importante que o profissional seja voluntário, ou seja vocacionado para a função e também receba um treinamento para o desempenho das atividades esperadas.

 

3 – Aconselhamento de Carreira

  • Principal propósito de oferecer à pessoa uma reflexão sobre suas aptidões, interesses, objetivos e limitações; 
  • A importância do contexto, suas exigências, oportunidades e diferentes perspectivas de trabalho;
  • A inter-relação entre o autoconhecimento e o contexto, por meio de um processo de estudo e questionamento;
  • Orientação na compreensão de seus comportamentos, interesses e valores, na explicitação de seus propósitos de carreira, na construção e execução de planos de carreira, tendo em vista os resultados profissionais almejados.

Não rara é a situação em que uma pessoa escolhe sua área de formação muito cedo e no decorrer dos anos adquire mais conhecimentos sobre outras profissões que percebe lhe agradar mais. Porém, essa descoberta de ocupação alternativa pode se dar em momentos diferentes, posteriores ao seu ingresso na faculdade ou mesmo após sua graduação. 

A esse movimento que o profissional faz após o percurso de algum tempo já atuando em sua área de formação é aquilo que chamamos de transição anteriormente.

Então, não se trata de um modismo de mercado ou ser volúvel quanto à sua vocação. O trabalho de Mentoria, o Aconselhamento de carreira ou de Orientação Profissional tem sido visto como ações que eliminam a perda e tempo e energia investidos numa determinada direção.

Em determinadas situações, se o indivíduo que está “deslocado de sua vocação” não se dá conta logo ou reluta em mudar de emprego ou em questionar sua ocupação na empresa onde está, poderá inviabilizar-se na carreira em que está, sofrendo consequências emocionais ou até físicas com o estresse que poderá viver na situação.

Na relação com a empresa, é necessário que o estagiário tenha canais permanentemente abertos para que possa revelar sentimentos e percepções. Caso contrário, todos perdem: a empresa, colhendo resultados inferiores aos que teria com um colaborador motivado e satisfeito e o estagiário sofrendo os revezes que descrevemos anteriormente.

Quando nos referimos a Planos de Estágio, sempre nos orientamos pela criação de Programas que prevejam as variáveis intervenientes, ou sejam, aquelas que necessitam cuidados permanentes da empresa. 

Não se consegue antever todos os problemas possíveis, mas podemos definir cuidados para os problemas mais comuns, que temos observado no dia-a-dia, certamente eliminaríamos grande parte dos problemas e a empresa teria mais sucesso no sentido geral.

 

Autor: O professor Fabricio é Psicólogo, com especialização em Gestão de Pessoas, Psicodramatista e Mestre em Educação, Arte e História da Cultura.